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No Dia Nacional de Luto e de Luta Em Defesa da Vida e do Emprego, representantes da CUT e da CTB fizeram um ato simbólico contra o descaso dos governos Federal e Estadual para conter a pandemia

 

Para protestar contra o descaso dos governos Federal e Estadual diante das quase 100 mil mortes no país e dos quase 100 mil casos em Santa Catarina por Covid-19, representantes de sindicatos da CUT e da CTB realizaram uma mobilização em Florianópolis na manhã desta sexta-feira (7), Dia Nacional de Luto e de Luta Em Defesa da Vida e do Emprego. Os participantes se concentraram em seus carros em frente à Fundação Catarinense da Cultura (CIC) e saíram em carreata até o Centro Administrativo do Governo do Estado.

 

Em frente à sede oficial do Governo, os dirigentes sindicais -mantendo o distanciamento e usando máscaras – realizaram um ato simbólico com faixas e cartazes em defesa do isolamento social, por Fora Bolsonaro e pedindo mais proteção e políticas de emprego e renda aos trabalhadores. Em sinal de luto pelas vítimas do Covid-19, balões pretos e cruzes foram colocadas no chão.

 

A presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, lembrou que a negligência para conter a pandemia não é só de Bolsonaro, mas também do governador Moisés “Estamos aqui para pedir pelo fim do governo genocida de Bolsonaro, que desde o início da pandemia ignora a gravidade do vírus e brinca com a morte de quase 100 mil brasileiros, mas não podemos esquecer que os catarinenses também estão abandonados pelo governo. Desde o início de junho, Moisés lavou as mãos e abandonou a sua responsabilidade como governador de proteger o povo”. Anna lembro que Santa Catarina já é o epicentro do vírus no país, que os leitos de UTI estão lotados e que se não forem tomadas medidas urgentes para controlar a pandemia, outras milhares de família no estado verão seus entes queridos morrendo com o vírus.

 

Fonte: CUT-SC | Escrito por: Pricila Baade | Foto: João Arthur Rodrigues

A live semanal do SEEF nesta quinta-feira, dia 6 de agosto, receberá a assessora jurídica do SEEF e do Sindicato dos Comerciários de Florianópolis Mariazinha Campanhin, que conversará com o presidente do Sindicato, Rpgério Manoel Correa, sobre as sucessivas Medidas Provisórias e decretos do governo federal que têm alterado os contratos de trabalho durante a pandemia.

Você é nosso convidado especial: acesse a página do Facebook do SEEF e encontre lá o link para a transmissão ao vivo, ou, ainda, acesse diretamente o canal do YouTube (https://www.youtube.com/channel/UCKiQG6MIc3om2XGTMo4vNRA). Quando estiver assistindo, não se esqueça de inscrever-se no canal, para acompanhar todas as lives semanais e receber mais notícias do Sindicato. 

As Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, as Centrais Sindicais e os movimentos populares de todos os campos estão em campanha por FORA BOLSONARO. Na quarta edição do "BATE-PAPO com o SINDICATO", o presidente do SEEF Rogério Manoel Correa receberá a presidenta da CUT-SC Anna Julia Rodrigues para conversar sobre a campanha no país e as formas de participar aqui em Santa Catarina. Será na quinta-feira, dia 30 de julho, às 19h. 

Assista pelo canal do YouTube do SEEF (https://www.youtube.com/channel/UCKiQG6MIc3om2XGTMo4vNRA) ou pela página do Sindicato no Facebook: @sindicatoseef

O SEEF está realizando BATE-PAPO toda a semana, como forma de levar informação aos trabalhadores e trabalhadoras neste período de pandemia que alterou muitas rotinas. Acompanhe, participe e divulgue para os colegas de trabalho.

"A pandemia no setor de comércio e serviços em Santa Catarina" é o tema da live do SINDICATO na quinta-feira, dia 23/07

 

Na quinta-feira, dia 23, a partir das 19h, a jornalista Sílvia Medeiros entra no ar na live do SEEF para conversar com o presidente da FECESC, Francisco Alano, sobre os efeitos da pandemia para os trabalhadores de um setor considerado "essencial": como fica a vida dos trabalhadores que não podem fazer o tal do "home office"?

Acompanhe ao vivo, no Facebook do Sindicato: @sindicatoseef e na página do YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCKiQG6MIc3om2XGTMo4vNRA.

O "BATE-PAPO com o SINDICATO dos Empregados em Edifícios de Florianópolis #SEEF" está na terceira edição neste dia 23 e o objetivo é realizar toda semana esse encontro com os trabalhadores da categoria e todos os interessados. Acesse, assista e inscreva-se no canal, para estar por dentro dos assuntos de interesse dos trabalhadores em edifícios.

Na próxima quinta-feira, dia 16 de julho, se realiza a segunda live do SEEF, para falar sobre a pandemia no setor de serviços - Acesse pela página do Facebook do Sindicato ou no canal do YouTube

 

Dia 16, quinta-feira, às 19h, será realizada a segunda edição do "BATE-PAPO com o SINDICATO dos Empregados em Edifícios de Florianópolis #SEEF", e o presidente do Sindicato, Rogério Manoel Correa, vai receber Julimar Roberto, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no 

Comércio e Serviços - Contracs/CUT.

Com a transmissão pela internet, os trabalhadores e trabalhadoras da categoria e todos os interessados podem acompanhar e fazer perguntas através do Chat. Acesse no Facebook do Sindicato: @sindicatoseef e na página do YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCKiQG6MIc3om2XGTMo4vNRA.

A primeira edição foi realizada no dia 10 de julho, com a presença do economista do DIEESE Maurício Mulinari e, para quem ainda não teve oportunidade de assistir, continua disponível no canal do YouTube do SEEF. Acesse, assista e inscreva-se no canal, para estar por dentro dos assuntos de interesse dos trabalhadores em edifícios.

Estar mais perto da categoria e levar informação nesses tempos de pandemia e retirada de direitos é o objetivo da live que terá sua primeira edição nesta sexta-feira, 10 de julho, às 18h

 

Na sexta-feira, dia 10 de julho, todos estão convidados a acompanhar a live sobre Negociações Coletivas em Época de Pandemia", no horário das 18h às 19h30. A transmissão ao vivo será realizada na página do Facebook do Sindicato (@sindicatoseef) e na página do YouTube (https://www.youtube.com/channel/UCKiQG6MIc3om2XGTMo4vNRA).

A live é a primeira dentro da programação do "BATE-PAPO com o SINDICATO dos Empregados em Edifícios de Florianópolis #SEEF", o novo formato criado pelo SEEF para se comunicar com a categoria num período que exige novas formas de levar informações e manter o diálogo com a categoria. 

O convidado para a primeira live é o economista Maurício Mulinari, técnico da Subseção do DIEESE na FECESC, que falará sobre as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores diante das crises sanitária, econômica e política no país e, mais especificamente, sobre as negociações coletivas da categoria abrangida pelo SEEF. O presidente do Sindicato Rogério Manoel Correa receberá o convidado para este Bate-Papo. Chegue lá você também e fique por dentro: sexta, 10/07, 18h30, no Facebook do Sindicato (@sindicatoseef) e na página do YouTube (https://www.youtube.com/channel/UCKiQG6MIc3om2XGTMo4vNRA). Lembre de curtir a página para seguir o SEEF e ficar por dentro das notícias.

CUT-SC participou do ato de entrega das doações, que também apresentou detalhes do Plano Emergencial de Reforma Agrária na capital catarinense

 

Durante a tarde da última terça-feira (30), pouco antes da chegada de um grave ciclone extratropical em Santa Catarina, o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) subiu um dos morros de Florianópolis para doar 11 toneladas de alimentos, que foram destinados a diversos projetos sociais da região metropolitana da capital. O Secretário de Mobilização e Relação com Movimentos Sociais da CUT-SC e diretor do Sintrasem, Bruno Ziliotto, participou do ato de entrega. 

 

Do total de 10 toneladas de frutas e legumes, mais 1.080 litros de leite e 1.080 unidades do achocolatado Terrinha, metade foi armazenada na Igreja Nossa Senhora do Monte Serrat e será distribuída às famílias atendidas pelo Instituto Padre Vilson Groh (IVG). O Instituto já distribuiu mais de 102.382 quilos de alimentos desde o início da pandemia.

 

Padre Vilson, que organiza ações de solidariedade há 39 anos na capital, afirma que a partilha é a grande saída para o país nesse momento. “Nossos mais sinceros agradecimentos ao MST, que nos mostra a importância da solidariedade estrutural. Não estamos celebrando missas, mas a nossa igreja virou um depósito de alimentos. É a eucaristia direto para a mesa das pessoas que mais precisam. A alimentação e a segurança alimentar terão de ser o mote de luta desse tempo”, comenta.

 

Já a outra metade das doações foi destinada à várias iniciativas sociais. Duas cozinhas comunitárias, que preparam e entregam marmitas solidárias (localizadas nos bairros Rio Vermelho e Ribeirão da Ilha), receberam uma parte. O movimento de luta por moradia fará a distribuição nas ocupações Marielle Franco, Fabiano de Cristo e na Vila Esperança.

 

Em parceria com o Instituto Caminho do Meio, a Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) levará os alimentos para as Terras Indígenas Marangatu, Itanhaé e Mymba Roka, localizadas na grande Florianópolis. E a Revolução dos Baldinhos, que trabalha com a gestão comunitária de resíduos orgânicos, atenderá 930 famílias com as doações recebidas.

 

Respeitando as medidas sanitárias de prevenção, o armazenamento e divisão dos alimentos contou com um mutirão de pessoas envolvidas diretamente com os projetos, a militância da brigada Gina Couto da Via Campesina em Florianópolis e dos mandatos dos vereadores Marquito (PSOL) e Lino Peres (PT).

 

A entrega dos alimentos foi oficializada com um ato que também apresentou os eixos de atuação do Plano Emergencial de Reforma Agrária. “Nesse tempo estamos tirando muitas lições de como se relacionar com as pessoas e com a terra. Essa campanha nada mais é que um retorno de toda solidariedade que o MST já recebeu em momentos de dificuldades. Essa devolução e a apresentação de alternativas possíveis com a Reforma Agrária Popular não poderiam se dar num momento mais drástico, como esse que vivemos no nosso país”, disse Vilson Santin, da coordenação nacional do MST.

 

Os alimentos doados em Florianópolis foram produzidos por famílias assentadas em Lebon Régis, Fraiburgo, Curitibanos, Ponte Alta, Correia Pinto e Garuva, organizadas nas cooperativas Cooproeste, Coopercontestado, Cooperoeste e no Grupo coletivo do assentamento Conquista no litoral. Desde o início da pandemia, o MST de Santa Catarina já doou mais de 50 toneladas de alimentos.

 

Fonte: CUT-SC | Escrito por: Coletivo de Comunicação MST-SC | Foto: Coletivo de Comunicação MST-SC

Já circulas nas redes sociais a chamada, em Florianópolis, para a primeira paralisação nacional de entregadores de aplicativos, nesta quarta-feira (1º de julho). As reivindicações são aumento do valor das corridas e pacotes e do valor mínimo por entrega, fim dos bloqueios e desligamentos indevidos pelas empresas, seguro de roubo, acidente e vida, fim do sistema de pontuação e mais auxílio durante a pandemia. Com a hastag #1DiaSemAPP, os entregadores contam com os clientes para repercutir o boicote aos aplicativos.

Em Florianópolis, haverá dois pontos de concentração, uma na Ilha e outro no Continente, a partir da 9 horas, com encontro dos dois grupos às 10 horas e, em seguida, passagem pelas principais vias de circulação da capital buscando chamar a atenção para as condições de trabalhos dos entregadores. O Sindimoto, que representa a categoria com vínculo empregatício formal em Florianópolis e região, e os motofrentistas de aplicativos de Santa Catarina estão orientando os trabalhadores sobre todas as medidas sanitárias a serem observadas durante a paralisação, que tem sido amplamente abordada na imprensa nos últimos dias.

Uma pesquisa divulgada em junho com 298 trabalhadores em 29 cidades, intitulada “Condições de trabalho de entregadores via plataforma digital durante a Covid-19”, revela aumento do tempo de trabalho e queda da remuneração. Outro resultado: a grande maioria dos entrevistados afirmou adotar uma ou mais medidas de proteção, custeando equipamentos de proteção individual, os EPIs, enquanto as medidas adotadas pelas empresas concentram-se principalmente na prestação de orientações.

Segundo a pesquisa, mais de 57% dos respondentes afirmaram trabalhar em faixas acima das nove horas diárias, percentual que subiu para 62% durante a pandemia. A maioria dos entrevistados, 58,9%, relatou queda remuneratória. Nesse período, a parcela de entregadores com remuneração inferior a R$ 260,00 semanais praticamente dobrou, passando a compor o cotidiano de 34,4% dos entrevistados.

A pandemia, reforça Fernando Israel dos Santos, do Sindimoto, aumentou a procura pelos entregadores também em Florianópolis, mas fez crescer a precarização, a concorrência e jogou a renda para baixo: “Estaremos novamente nas ruas. Não para fazer entrega, mas para reivindicar. Não queremos prejudicar ninguém, mas precisamos que a sociedade olhe para nossa situação e nos ajude nessa luta por justiça”. Ele alerta que o conforto de receber comida, remédio, documentos, presentes em casa descansa sobre a falta de direitos trabalhistas e a péssima remuneração de quem garante o serviço: “A quarentena que protege muitas famílias só é possível com o sacrifício da nossa saúde e com o risco pra nossa família”.

O movimento tem utilizado as redes sociais para se comunicar em todo o país e, para sensibilizar os usuários de aplicativos, criou várias peças de divulgação que podem ser vistas em https://www.facebook.com/tretanotrampo/

 

Fonte: Folhada Cidade - folhacidade.com.br | Escrito por: Redação | Foto: Sindimoto / Divulgação

Propostas que vêm sendo discutidas desde março defendem que o Estado use suas  ferramentas para proteger a vida, garantir a saúde, o  emprego e a renda dos  trabalhadores

 A Executiva Nacional da CUT lançou, nesta terça-feira (16), a Plataforma Emergencial “Em Defesa da Vida Trabalho e Renda, Saúde, Soberania Alimentar e Moradia”, com uma série de propostas para o enfrentamento à crise econômica e a emergência sanitária provocada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

 Entre as propostas, que a direção da Central vem debatendo desde março, quando a Organização Mundial da Sáude (OMS) decretou a pandemia, estão a criação da fila única de acesso aos leitos de UTI públicos e privados, a garantia dos Equipamentos de Proteção Individual e Coletivos (EPIs e EPCs) adequados e em quantidade suficiente para os trabalhadores dos serviços essenciais, especialmente os da saúde, com contratação imediata dos aprovados em concursos, afastamento de todos os trabalhadores do grupo de risco de serviços essenciais e medidas de proteção à família dos trabalhadores e trabalhadoras dos serviços essenciais.

 A Plataforma da CUT destaca a importância do Estado e de todos os seus instrumentos disponíveis, como bancos públicos e de desenvolvimento, estatais, as políticas públicas de seguridade social e da proteção ao trabalhador, como ferramentas para proteção da vida, saúde, garantia de emprego e renda para os trabalhadores e trabalhadoras; lista outras ações de enfrentamento a pandemia que estão sendo feitas em conjunto com outras centrais sindicais e com as frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular e, ainda os apoios à plataforma do campo, a carta aberta do Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (ONDAS).

 Confira AQUI a íntegra do texto

 Fonte: CUT Brasil | Escrito por: Redação CUT | Foto e arte: Alex Capuano - CUT Brasil

O mundo tenta sair da quarentena, mas a pandemia do novo coronavírus não deixa.

 

 

Nos últimos dias, vários países que tentaram retomar suas atividades tiveram que voltar a adotar medidas restritivas devido ao aumento de infecções.

 

Em Pequim, seis grandes mercados foram fechados. Na Índia, houve um recorde de casos diários. E nos Estados Unidos, seis Estados relataram que seus hospitais estavam ficando cheios rapidamente.

 

Ao mesmo tempo, enquanto em algumas partes do mundo a taxa de contágio pareça estar diminuindo, globalmente, a pandemia está piorando, disse Tedros Adhanom Ghebreyesu, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

É o caso da América Latina, o novo epicentro da pandemia. Em 12 de junho, a região tinha mais de 1,5 milhão de casos e mais de 70 mil mortes.

 

O contágio também está se acelerando na África, segundo a OMS. No início deste mês, o continente já havia registrado mais de 200 mil infectados.

 

No total, já existem no mundo mais de 7,9 milhões de infectados e mais de 434,8 mil mortes, e não existe ainda uma vacina ou um remédio eficaz contra a covid-19.

 

Então, o que podemos fazer para nos proteger ao sair de casa?

 

Um estudo recente da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, oferece novas evidências de que as máscaras podem ser cruciais para evitar uma nova onda de infecções.

 

 

Proteção eficaz

 

 

A pesquisa afirma que os lockdowns sozinhos não serão suficientes para impedir futuras ondas de contágio, a não ser que isso seja combinado com o uso massivo de máscaras para retardar a propagação da doença.

 

Mesmo máscaras de pano caseiras, que têm eficácia limitada, podem "dramaticamente" reduzir a taxa de transmissão se usadas por um número de pessoas suficiente.

 

"Nossas análises apoiam a adoção imediata e universal de máscaras faciais pelo público", disse Richard Stutt, pesquisador de epidemiologia da Universidade de Cambridge e coautor do estudo, em um comunicado.

 

"Se o uso generalizado de máscaras pelo público for combinado com distanciamento físico e algum confinamento, poderá oferecer uma maneira aceitável de lidar com a pandemia e retomar a atividade econômica muito antes de haver uma vacina."

 

 

Como se chegou a essa conclusão?

 

 

O Saers-CoV-2 é transmitido por meio de gotículas exaladas por pessoas infectadas, principalmente quando se fala, tosse ou espirra.

 

Para o estudo, os pesquisadores usaram modelos matemáticos dos vários estágios de infecção e da transmissão pelo ar e pelas superfícies.

 

A ideia era analisar diferentes cenários para o uso das máscaras em combinação com medidas de distanciamento.

 

Para o estudo de epidemias, os especialistas usam a taxa de reprodução do vírus, ou Rt, que indica quantas pessoas podem ser contaminadas por quem já tem o vírus. Para uma pandemia ser contida, o Rt deve ser menor que 1.

 

Os modelos mostraram que, se uma pessoa usa máscara sempre que sai em público, isso é duas vezes mais eficaz para reduzir o Rt do que quando alguém usa a máscara só depois que tem sintomas.

 

Eles também indicaram que, se pelo menos metade da população usa máscara rotineiramente, o Rt é reduzido para menos de 1.

 

Dessa maneira, as curvas de contágio podem ser achatadas, e as medidas de contenção, afrouxadas.

 

 

Máscaras caseiras

 

 

Pesquisas afirmam que máscaras caseiras feitas de pano também podem reduzir a propagação da covid-19. "Máscaras que capturam apenas 50% das gotas exaladas ainda proporcionam um benefício à população", afirma o estudo.

 

Isso pode ser vital nos países em desenvolvimento, onde um grande número de pessoas carece de recursos, disse Chris Gilligan, coautor da pesquisa. "Máscaras caseiras são uma tecnologia barata e eficaz."

 

A forma mais eficaz de retomar a vida cotidiana é incentivar todos a usarem máscara sempre que estiverem em público, disse John Colvin, da Universidade de Greenwich, outro autor da pesquisa.

 

Os cientistas de Cambridge resumem o resultado de suas pesquisas com uma mensagem: "Minha máscara protege você, sua máscara me protege".

 

Os autores do estudo reconhecem, no entanto, que ele tem limitações por ser baseado em modelos matemáticos e alertam que, "em uma nova doença, é impossível obter evidências experimentais precisas para possíveis intervenções de controle".

 

Brooks Pollock, cientista da Universidade de Bristol que não participou da pesquisa, ouvido pela agência de notícias Reuters, acredita que o impacto das máscaras pode ser muito menor do que o previsto.

 

 

O que dizem os especialistas sobre o uso de máscaras

 

 

Os resultados da pesquisa de Cambridge vão ao encontro de outro estudo recente da Universidade Texas A&M.

 

Esse trabalho analisou as tendências de propagação e medidas de combate aplicadas em Wuhan, na China, na Itália e em Nova York, nos Estados Unidos, e concluiu que o uso de máscaras em público é uma maneira eficaz e barata de prevenir o contágio.

 

"Juntamente com o distanciamento social, a quarentena e o rastreamento de contatos, isso representa uma oportunidade de parar a pandemia da covid-19", diz o estudo.

 

No início da pandemia, o uso generalizado de máscaras não era recomendado. "Na época, os especialistas ainda não sabiam até que ponto as pessoas com covid-19 podiam transmitir o vírus antes que os sintomas aparecessem", diz o site da Clínica Mayo, nos Estados Unidos.

 

"Também não se sabia que algumas pessoas têm covid-19, mas não apresentam nenhum sintoma. Ambos os grupos podem transmitir o vírus a outros sem saber."

 

Mas agora, a OMS diz que "as máscaras devem ser usadas como parte de uma estratégia abrangente para suprimir a transmissão e salvar vidas".

 

No entanto, alerta que o uso da máscara não é suficiente e deve ser combinado com o distanciamento social de pelo menos um metro, lavagem frequente das mãos e evitar tocar no rosto ou na máscara.

 

Quanto ao uso de máscaras de pano, a OMS afirma que há "evidências limitadas de sua eficácia" e não recomenda seu uso maciço como controle da covid-19.

 

No entanto, a organização afirma que, em áreas de alta transmissão, onde há pouca capacidade de tomar medidas de controle ou é difícil manter a distância física, como no transporte público, lojas e ambientes lotados, as autoridades devem incentivar o uso de máscaras de pano.

 

Nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças recomenda o uso generalizado de máscaras de pano.

 

No site da Universidade Johns Hopkins, a epidemiologista Lisa Maragakis é clara quando perguntada se a máscara deve ser usada como proteção contra o coronavírus: "Se você estiver em um local público onde se encontrará com outras pessoas, use uma máscara".

 

 

 

Fonte: BBC News Brasil | Imagem: Getty Images

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